segunda-feira, julho 17, 2006

Voltas


(Foto: Marco Ricca)

Porque os mares
circundam tudo

bastam

e sete deles não
afastam

senão confluem

Porque a noite vira

dia

e o mundo
é redondo

e o amor
é redondo

e porque não desistes
de voltar

e voltas
e voltas

e voltas serão

n e c e s s á r i a s

antes que as profecias
se cumpram

mas o reencontro

é certo

porque é de círculos
feito o crescimento
e não de pontas

e é de sempres
a eternidade
jamais de nuncas

mais

quero a rosa

branca

entre rosas

a que vem depois
da décima

terceira rosa

a rosa
a roda

a roda-do-tempo
para sempre

para sempre tua.

Amém.

17 comentários:

Re disse...

A foto e o poema se completam, o círculo da vida é para todos que o semeam....
Bjs
Re

Dalva disse...

As dobras da rosa, as dobras das ondas dos oceanos, que se repetem ad infinitum, sem nunca jamais se cansarem. Assim é o amor, sempre novo, sempre velho.

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Oi!
Muito bom!
Beijos do *CC*

douglas D. disse...

que lindo! de certa forma, encontrei aqui, no que vc escreveu, imagens por mim escritasn lá no eu,espantalho.
bjos.

Claudio Eugenio Luz disse...

Minha cara, sempre é bom ler coisas boas e belas. São imagens e mais palavras que nos ajudam a espantar o ruim dessa vida.

hábeijos

marcos pardim disse...

cecília, voltas e voltas que vem e que vão, eis que por aqui eu volto. e não há profecia que, cumprida ou não, me faça arrepender. a única profecia que vejo cumprida aqui atende pelo nome de: ótima literatura. 1 beijo

Tita Aragón disse...

Cecilita, como eu disse pra Dal, tu também é um portento!

Mulher de Sardas disse...

ô Cecília... que coisa linda...

fico meio sem palavras para comentar... preciso ler e reler... a poesia demora um pouco para entrar em mim e quando entra, muda como um caleidoscópio, cada vez que espio...

beijos, querida escritora.

Lu disse...

O mundo, minha Lia, está cheio de arestas.
Beijo

Fernando Rozano disse...

Cecilia, belo e intenso. Não sei bem o que dizer tamanho o impacto, mas maravilhoso é um começo. Beijo.

marcia cardeal disse...

Saio da concha me enrodilhando nas palavras tuas. Obrigada.bjs

Ivã Coelho disse...

A roda do tempo não pára nem o amor pode estagnar.

Belezas infinitas, em suas palavras.

Beijos, amiga poeta.

Rubens da Cunha disse...

Muito bonito este poema, tão ritmado, tão bom de gritar por aí.
beijo
rubens

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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Azzuma disse...

esse poema nos arrasta (como o mar?) no seu ritmo, na suas confissões,
é muito lindo.

bjs, do teu azzuma