segunda-feira, janeiro 19, 2009

As tempestades e os espelhos

Falo porque a ausência suscita sublimações impossíveis e a língua destrava, na solidão pretensa.
É no escuro rasgado de raios que os espelhos escondidos durante a tempestade projetam suas imagens mais verdadeiras. Acobertadas. Renegadas. Traídas. Cruas verdades. Perigosas verdades, saudades impossíveis.
(Ao esconder, (re)vela-se o furor
que assombra o conhecimento prévio
e completo de tudo o que precisa ser sabido.)
Entre cada relâmpago, não estamos sós. Problema da realidade, salvação do sonho.
(Texto e imagem: CeciLia Cassal)

Amigos, que 2009 seja tempo de bons silêncios inocentes. Obrigada por todas as suas mensagens neste tempo. Não sei promessas de retorno. Mas sigo lendo, lendo, lendo... até!) Abraços saudosos.

7 comentários:

Dalva M. Ferreira disse...

Ler é um exercício artístico. O leitor meio que realiza a obra do escritor, por meio da aprovação/rejeição de alguma idéia, compartilhando, sendo cúmplice. Este ano da graça de 2009 será um ano de boas leituras, quero me afastar (mais ainda) da tv e ler mais. Quero andar no meio de gente, quero fotografar, se eu arranjar a máquina...

Re disse...

É uma grande pena que ainda tenhas que esconder o que assombra e completa tudo que poderia ser conhecido.....
Re

Mara faturi disse...

Querida Ceci,

sintonias em cor-de-rosa;)
adorei!! estava com saudade,
vamos, precisamos nos encontrar sim!!
GRANDE BJO!

Theo G. Alves disse...

às vezes o silêncio é uma escolha nossa, às vezes uma obrigação para conosco.

creio compreender.

Jacinta Dantas disse...

Ei Cecília,
acredito, sempre, que é preciso aprender a escutar o silêncio, a escuta-se no silêncio. A ser silêncio.
Beijos

marcos pardim disse...

fiquei pensando alguma coisa próxima a se não deve haver entre as tempestades e os espelhos muito mais afinidades do que possamos supor, em nossa vã melancolia... 1 bj.

Paulo Bentancur disse...

Lendo como lês, por favor, escreva. Escrever é ler também. E como lês bem (e escreves bem), melhor escreverás ainda.

O beijo do teu fã, leitor.