quinta-feira, novembro 04, 2010

Ele, meu pai.


Quatro de novembro, dia de meu pai. Hoje - vencedor das imensidades poderosas - completa 80 anos. Sou toda sentimentos, pai, e não sei dizer sem molhar os olhos, as coisas grandiosas que merecerias que te dissesse. E não sei abraçar forte e lenta, do jeito que deveria, e sou tão bobamente frágil que nem ouso te ligar, porque a voz ia ficar esganiçada e eu ia ter de simular uma tosse e desligar antes de dizer o que o meu coração queria... Por isso, hoje só te mandei mensagem no celular, e te imaginei chorando quando leu, como eu, quando escrevi. Somos igualmente bobos e sensíveis, e essa é a melhor inscrição igual do nosso DNA. Por isso também vou te abraçar amanhã meio com pressa, e tu vais sair de lado e mudar de assunto, e vais perguntar algo trivial. Mas ambos saberemos. Um beijo, meu pai. Só isso.


(Texto: Cecilia Cassal - A imagem? presente dele, um dia)

8 comentários:

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Uau!

Baita texto.

Lindo!

Beijos.

disse...

Ai, ai, minha irmã.
Também tenho este probleminha de vazamento (as vezes até fico desidratada) que carregamos no DNA.

Simplesmente LINDO.
Escrever assim só quem tem a alma refinada, como tu.

Beijo grande no teu coração.

Dalva Maria Ferreira disse...

Sim, ele sabe.

Wilson Guanais disse...

olá, veja nossa capa no blog.
abraço.

Edilson Pantoja disse...

Minha querida amiga, que maravilha! Que privilégio!

Sobre a encomenda, estou contente que tenha chegado! Peço desculpa pela demora! Sobre a outra, aguardo.
Grande abraço!

bossa_velha disse...

sensível, Cecília. já o aniversário do meu pai foi ontem, 20 de novembro.

Rê disse...

Manda um beijo pra ele!!

AP disse...

Lindo, lindo.
Essa foto é o orgulho dele, me mostrou outro dia.
Sds de ti.
Paula