quinta-feira, abril 07, 2011

O Matador

Precisas facas foram cravadas
nas espaldas da noite.
Sangraram-na à morte
os dardos ferozes
e o dia nasceu tinto
- a dor vermelha inflamando o horizonte.

Nada há que não morra
uma vez surgido.
Silêncio é o que
brota da entranha amarela do dia
quando os panos inertes da noite
denunciam o pesadelo consumado.

A morte de um mistério
não é a sua revelação.
Todo segredo morre mesmo
é quando acaba o amor.

(Texto: CeciLia Cassal Imagem: Hilton Pozza)

5 comentários:

douglas D. disse...

sob a pele, então.
bjo.

Saul Melo disse...

Belíssimo, Ceci, mesmo com uma névoa de doce tristeza...
Bjs!
un moro judio

Renata de Aragão Lopes disse...

"Todo segredo morre mesmo
é quando acaba o amor."

Fantástico!

Beijo,
Doce de Lira

Rubens da Cunha disse...

e todo amor morre mesmo é quando acaba o segredo :)

Aline Aimée disse...

Lindo e preciso!
=)